FORÇA AÉREA BRASILEIRA |

A Aviação de Transporte é extremamente importante, pois é ela que dá mobilidade e velocidade à Força Aérea como um todo. As aviações de todos os tipos operam condicionadas aos suprimentos que recebem e a principal responsável pela entrega dos mesmos, em um cenário aéreo, é exatamente a Aviação de Transporte. A medida que as operações aéreas ocorrem, as aeronaves se movem, mudam constantemente de posição ou de base. Se operarem muito longe, vão precisar de apoio de aeronaves Reabastecedoras e a aviação de transporte tem que estar preparada para se suprir e acompanhar as demais aviações em suas missões. Os aviões de transporte estão divididos em três categorias: transporte leve, médio e pesado. A maior parte da aviação de transporte leve da FAB está nas mãos dos ETAs. A aviação de transporte médio conta com dois esquadrões. Um deles é o 1°/9° - Esquadrão Arara, sediado na Base Aérea de Manaus. Essa unidade é a única a operar os veteranos C-115 Buffalo, aeronave que fez um papel importantíssimo no apoio as populações isoladas da imensa Amazônia. Esses aviões serão finalmente substituídos pelos mais modernos C-295 que foram adquiridos pela FAB. As entregas dos 12 C-295 comprados começam em 2007. O outro é o 1°/2° GT (Grupo de Transporte) - Esquadrão Condor, que opera as aeronaves C-99A. Esse esquadrão está sediado na Base Aérea do Galeão e é utilizado pelo Correio Aéreo Internacional. O principal avião para transporte pesado na FAB é o C-130H Hércules. A maior aeronave de transporte da FAB é o KC-137, uma variante do jato civil Boeing 707. Além de transporte pesado, os KC-137 são usados para reabastecimento em vôo (REVO) de caças e outros aviões da FAB que precisem desse tipo de apoio. Os C-130H também podem ser convertidos em reabastecedores e, nesse caso, recebem a denominação KC-130. Estas são as principais missões da Aviação de Transporte da FAB: - Transporte Aéreo-logístico - Transporte de carga e pessoal onde a aeronave pousa num aeródromo de destino para descarregar/desembarcar o que tenha sido transportado. - Transporte Aeroterrestre Lançamento em vôo de cargas e soldados pára-quedistas realizando infiltração, re-suprimento e evacuação aérea. - SAR Missão de Busca e Salvamento vôos sobre o oceano ou sobre áreas terrestres de difícil acesso na busca de aeronaves acidentadas, embarcações e náufragos, com capacidade de orientar os navios ou aeronaves de resgate. - REVO Reabastecimento em Vôo transferência em vôo de combustível para outras aeronaves, especialmente os caças, visando extensão de seu alcance de vôo. - Vôo Antártico Operações regulares de suprimento e de transporte de pessoal de e para a estação Brasileira no continente antártico. A FAB faz em média oito vôos para a Antártida por ano. As missões ocorrem entre novembro de um ano e setembro do ano seguinte. Metade das operações se concentra nos quatro meses mais quentes, de novembro a fevereiro.
A frota de transporte estratégico da FAB é composta, atualmente, por 23 cargueiros Lockheed Hercules C-130, carinhosamente chamados pelos pilotos da FAB de "O Gordo". Os Hercules são responsáveis por inúmeras missões, que vão do Lançamento de Pára-quedistas ao REVO Reabastecimento em Vôo, passando por missões de Busca e Salvamento e de Transporte Aéreo. Eles fazem constantes viagens internacionais de Ressuprimento Aéreo, além de vôos especiais à Amazônia e à Antártida. Enfim é o famoso "pau prá toda obra". Os primeiros 5 Hercules modelo C-130E chegaram na segunda metade de 1964. Em meados da década de 70 chegaram 6 C-130H e, em 1986, vieram os 2 KC-130H, totalizando, até então, 13 aeronaves. Entre os anos 84 e 86 houve um grande esforço para padronizar os Hércules na FAB, com a contratação da empresa americana Derco Aerospace, visando a modernização dos cinco C-130E para o padrão C-130H LOW, o que assegurou um maior grau de comunalidade com os demais C-130H da frota da FAB. Depois houve a aquisição de oportunidade, por cerca de US$ 66 milhões, de 10 Hercules C-130H, que pertenciam à Aeronautica Militare Italiana, que se encontravam em excelentes condições. Com o objetivo de tornar a frota dos C-130H mais homogênea e preparada para a realização de suas missões, foi firmado um contrato para a modernização das 10 aeronaves oriundas da aeronáutica militar italiana, abrangendo, principalmente, os sistemas de aviônica e de autodefesa. Tal atividade está em pleno andamento, com duração prevista até o final de 2007. Os serviços estão sendo realizados nas instalações do PAMA-GL Parque de Material Aeronáutico do Galeão, no Rio de Janeiro, RJ, em parceria com a empresa norte-americana Astronautics Corp. O objetivo é substituir todos os equipamentos obsoletos, da década de 60 e, instalar sistemas digitais modernos, tipo "Glass Cockpit", necessários ao cumprimento de normas e acordos internacionais de aviação. A modernização cobre a aviônica na sua totalidade, sendo substituídos por novos sistemas, tais como, um novo painel EFIS com cinco telas coloridas de cristal liquido de 6x 8 o piloto automático, um novo radar da Honeywell, ACAS (Aircraft Colision Avoidance System), TAWS (Terrain Avoidance & Warning System), transponders, FMS, sistemas de navegação e comunicação digital, motor, além de sistemas de defesa (Chaff e Flare), detecção e dispersão. Provavelmente, após a modernização dos Hercules italianos, os demais C-130H da frota também serão submetidos a este programa de modernização. A outra medida importante no esforço de modernização da aviação de transporte estratégico foi o anúncio da seleção da empresa EADS/CASA como a vencedora do Programa CL-X, que prevê a aquisição de 12 aviões C-295, no valor de US$ 270 milhões. Os novos aviões irão substituir os Buffalo C-115 utilizados pelo 1º/9º Grupo de Aviação, sediado em Manaus (AM), e largamente empregados no apoio às unidades do Exército e ao SIVAM na Região Amazônica. As duas primeiras unidades serão entregues à FAB no segundo semestre de 2006 e as últimas deste lote em 2009.
A FAB se utiliza também de diversas aerovanes utilitárias leves, onde podemos destacar, os EMB-120 Brasília (10 aviões) e os Cessna C-98 Caravan (10 aviões). Estas aeronaves vem demonstrando um bom rendimento, principalmente quando operados nas precárias pistas da Amazônia, em missões do CAN Correio Aéreo Nacional. Em outubro/2004, o 1°/2° Grupo de Transporte "Condor", sediado na Base Aérea do Galeão, RJ, recebeu seu primeiro Embraer C-99, de prefixo 2520, de um lote inicial de 4 aeronaves. Seu objetivo primário será o de atender as linhas regulares do CAI - Correio Aereo Internacional, ligando o Brasil às principais capitais da América do Sul, além de atender as necessidades das Embaixadas, trazendo com isso uma maior integração entre os países do Mercosul e do continente sul-americano. Existe também o interesse político-econômico em demonstrar a capacidade da indústria aeronáutica brasileira no exterior. O Condor tem ainda a função de transportar comitivas diplomáticas que visitam nosso pais, além de oficiais do Exército, Marinha e componentes dos demais ministérios. O Esquadrão Condor deverá ainda receber mais 6 aviões C-99, que estão passando por revisão completa na Embraer. Hoje temos 3 linhas regulares para o CAI: - Linha 1: sai de Brasília/Assunção/Santiago/Buenos Aires/
Montevideo/Brasília.
Outro projeto importante é o CT-X Aeronave Regional de
Transporte Tático Militar. A nova aeronave deverá substituir a frota de C-95
Bandeirante. Trata-se de uma aeronave de projeto simples, robusta, com baixo custo de
manutenção, capacidade de operação em pistas rudimentares e que poderá ser utilizada
tanto na aviação civil como na militar. Pelo projeto, as aeronaves serão produzidas e
montadas no Brasil, com repasse de 100% dos desenhos, contando com um percentual mínimo
de 72% de mão-de-obra brasileira e com a possibilidade de que a produção de parte das
peças e componentes seja realizada por indústrias nacionais. Para a FAB, a
participação da indústria brasileira é fundamental para a redução dos custos do
projeto, que será desenvolvido no PAMA-SP Parque de Material Aeronáutico de São Paulo
no Campo de Marte. A assinatura do contrato está prevista para o dia 15 de setembro, mas
ainda não há um número definido de aeronaves que serão construídas. A princípio, a
FAB tem interesse na construção de 60 aviões, cabendo à aviação civil a ampliação
deste número. As entregas
deverão ocorrer entre 2007 (quatro aeronaves) e 2015 (seis ou sete por ano), quando os
Bandeirante começarão a ser aposentados. REVO - REABASTECIMENTO EM VÔO Outra área de atenção da Aviação de Transporte é, certamente, o Reabastecimento em Vôo, que recebeu o recente reforço do KC-137 FAB 2401, antes alocado primariamente à Presidência da República para uso como avião de transporte presidencial. O avião retornou à sua atividade principal de transporte e reabastecimento em vôo, juntando-se aos seus três irmãos. Com sua maior disponibilidade para as missões primárias, o FAB 2401 voltou a ostentar a pintura em cinza de superioridade aérea usada pelos outros três KC-137 da FAB. É provável que a FAB considere a remotorização da sua frota de KC-137 com modernos, econômicos e, principalmente, silenciosos motores turbofan, como os CFM56 da International Aero Engines (joint venture da General Electric americana e da SNECMA, francesa) ou, pelo menos, adote Hush-Kits (equipamentos para redução de ruídos), pois as legislações sobre emissão de ruídos têm ficado cada vez mais rigorosas em diversos países, notadamente na América e Europa. Remotorizados ou não, é certo que os KC-137 da FAB têm pelo menos mais 20 anos de vida útil na missão de Transporte e REVO. Porém, mesmo contando com o apoio dos dois KC-130H Hercules usados pela FAB na missão de reabastecer seus caças, a introdução em serviço de mais aviões com capacidade de serem reabastecidos em vôo, como os futuros F-X, os F-5BR e os AMX, além de, possivelmente, os R-99A, R-99B e os P-3BR, o número de aviões-tanque é perigosamente baixo. Por isso, a aquisição dos dez C-130H Hercules ex-AMI permitiu à FAB planejar a conversão de pelo menos quatro desses aviões para reabastecedores, equipando-os com pods e mangueiras para REVO. Entretanto, certamente esses aviões convertidos não utilizarão o enorme tanque de combustível levado dentro do compartimento de carga dos KC-130H, para não prejudicar de forma mais permanente sua capacidade de transporte. O ideal seria a aquisição de cinco ou seis Boeing KC-767 ou Airbus MRTT para reforçar a frota de reabastecedores da FAB. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Unidades da FAB - Aviação de Transporte: 1º/1º GTT - Esquadrão Coral - BAAF Afonsos, RJ 2º/1º GTT - Esquadrão Cascavel - BAAF Afonsos, RJ 1º/1º GT - Esquadrão Gordo - BAGL Galeão, RJ 1º/2º GT - Esquadrão Condor - BAGL Galeão, RJ 2º/2º GT - Esquadrão Corsário - BAGL Galeão, RJ 1º/9º GAv - Esquadrão Arara - BAMN Manaus, AM 1º/15º GAv - Esquadrão Onça - BACG Campo Grande, MS ETA - ESQUADRÕES DE TRANSPORTE AÉREO: 1º ETA - Esquadrão Tracajá - BABE Belém, PA 2º ETA - Esquadrão Pastor - BARF Recife, PE 3º ETA - Esquadrão Pioneiro - BAGL Galeão,RJ 4º ETA - Esquadrão Carajá - BASP São Paulo, SP 5º ETA - Esquadrão Pégaso - BACO Canoas, RS 6º ETA - Esquadrão Guará - BABR Brasília, DF 7º ETA - Esquadrão Cobra - BAMN Manaus, AM |
última atualização em 17/setembro/2006
Copyright © 2006 - Ordem de Batalha