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FORÇA AÉREA BRASILEIRA
CAN - Correio Aéreo Nacional

 

CAN - Correio Aéreo Nacional

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Um Brasil unido, com suas enormes distâncias encurtadas e suas populações mais remotas e carentes assistidas. Foram esses os objetivos que levaram à criação do Correio Aéreo Nacional (CAN). A ordem era integrar as comunidades das mais diversas regiões de nosso País, promover a inclusão social, levar conhecimento, auxílio, progresso e esperança.

As origens do CAN datam da década de 1930, quando as aviações militares das duas Forças existentes à época – Exército e Marinha – possuíam correios aéreos. O então Major Eduardo Gomes, Comandante do Grupo Misto de Aviação, foi um dos mentores do Serviço Postal Aéreo Militar, primeiro nome do Correio Aéreo Militar (CAM), que, só depois, virou Correio Aéreo Nacional.

No dia 12 de junho de 1931, os Tenentes Casimiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, da Aviação Militar, fizeram a primeira viagem, em um avião Curtiss “Fledgling”, de matrícula K-263, levando uma mala postal, com duas cartas, do Rio de Janeiro para São Paulo.

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Eles enfrentaram dificuldades nesse vôo pioneiro: devido a um forte vento, a duração da viagem aumentou em duas horas. Chegaram a São Paulo cinco horas e meia após a decolagem do Campo dos Afonsos. Como era noite e não conseguiram localizar o Campo de Marte, aterrissaram na pista do Jockey Club da Moóca. Depois, tomaram um táxi até a estação central dos Correios, entregando lá a mala postal.

A partir daí, as linhas para outras regiões foram sendo criadas pelo País: Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Ceará... Em 1935, o CAM chegou finalmente à região amazônica.

O CAM não ficou restrito às linhas domésticas. Em 1936, os roteiros internacionais foram iniciados, com um vôo até Assunção, no Paraguai.

Com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941, os dois serviços de correio aéreo foram fundidos, resultando no Correio Aéreo Nacional. Ao final daquele ano, o CAN operava 14 linhas, com o transporte de mais de 70 toneladas de correspondência.

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Graças à visão de futuro, competência e sensibilidade do então Diretor de Rotas Aéreas, o já Brigadeiro Eduardo Gomes, o CAN conseguiu superar as dificuldades geográficas, econômicas e estruturais. E, como reconhecimento, o Congresso, em 12 de dezembro de 1972, proclamou Eduardo Gomes como “Patrono do Correio Aéreo Nacional”.

O número de rotas não parou de crescer, principalmente após o recebimento de 82 aviões C-47 Douglas, em 1944: Acre, Guiana Francesa, Bolívia, Peru, Uruguai, Equador, Estados Unidos e Chile. Àquela altura, já havia sido criado o Comando de Transporte Aéreo (COMTA), que passou a dirigir as operações do CAN devido à complexidade e magnitude de suas operações, e postos de apoio foram implantados nas principais linhas.

Em 1958, o Correio Aéreo Nacional passou a operar os aviões-anfíbio Catalina nas linhas para a Amazônia, o que aumentou sua capacidade de atendimento.

Em 1971, nasceu o Centro do Correio Aéreo Nacional (CECAN), com o objetivo de coordenar as atividades do Sistema do CAN (SISCAN) e de transporte logístico no âmbito do Ministério da Aeronáutica.

Com a desativação do COMTA em 1993, sua estrutura e seus encargos foram absorvidos pela Quinta Força Aérea (V FAE), assim como o CECAN. Atualmente, o Centro do Correio Aéreo Nacional gerencia 24 postos CAN, espalhados pelo território brasileiro.

E o CAN permanece com a missão de assegurar a presença do Governo Federal nos mais diversos rincões do Brasil, seja transportando remédios, livros, alimentos, atendimentos médicos ou informações.

As aeronaves da FAB continuam a cruzar os céus do Brasil, ligando os extremos do território, levando não apenas cargas e pessoas, como também esperança. Assim, em cada pouso e decolagem, a Força Aérea Brasileira cumpre o seu papel constitucional e, acima de tudo, social.

 

Fonte: CECOMSAER / Comando da Aeronáutica

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Correio Aéreo Nacional retoma rotas internacionais

Reativado em abril deste ano, o Correio Aéreo Nacional (CAN) retomou agora suas rotas internacionais. Sessenta e oito anos após o vôo pioneiro, a Força Aérea Brasileira está realizando novamente esse tipo de missão, com o objetivo de apoiar a integração dos países da América do Sul e fortalecer a unidade do continente.

Neste primeiro vôo, os pilotos da FAB fizeram a rota Brasília - Assunção - Buenos Aires - Montevidéu - Brasília. A aeronave ERJ-145, fabricada pela Embraer, também atenderá as rotas nacionais, apoiará missões de ministérios e secretarias governamentais, viabilizará viagens de estudo de diversas entidades de ensino e auxiliará programas de governo, como o Calha Norte.

As linhas do Correio Aéreo Nacional foram reativadas por determinação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem o CAN é símbolo do projeto de desenvolvimento do Governo. "Ainda existem regiões distantes de nosso país onde o processo de desenvolvimento não está inteiramente consolidado. Por isso, a necessidade de dar continuidade ao Correio Aéreo Nacional. Trata-se de levar o médico, o remédio, a informação e os recursos mínimos que são necessários para uma vida digna nas comunidades isoladas", declarou o presidente Lula na solenidade de reativação das linhas internacionais, no dia 7 de outubro de 2004.

Desde o relançamento do CAN, cinco missões já foram realizadas levando atendimento médico, odontológico e medicamentos para comunidades dos estados do Amazonas e do Acre. As viagens duram, em média, uma semana e já beneficiaram 5.552 pessoas. Para priorizar o apoio às populações da região amazônica, foram inauguradas as rotas do Acre, do rio Juruá e do rio Purus, desativadas desde os anos 90. Além da integração de localidades remotas da região Norte, o governo federal quer fazer do CAN elemento de congregação permanente entre os países da América do Sul.

A concretização do segundo objetivo está sendo iniciada com a reativação das linhas de transporte internacional (LTI) do CAN. A finalidade da operação das linhas internacionais não se limita ao estreitamento dos laços de amizade, ao desenvolvimento, à cooperação e ao fortalecimento do continente sul-americano e suas forças armadas. Os vôos internacionais terão outra função importante: o intercâmbio, tanto na área diplomática como na do conhecimento, já que será possibilitada a troca de experiências e de saber de professores e alunos das nações envolvidas.

Uma vez por mês, a Força Aérea Brasileira irá realizar um vôo da linha internacional entre capitais da América do Sul. As rotas definidas até o momento são Brasília/Montevidéu/Buenos Aires/Santiago (ida) e Santiago/ Buenos Aires/Assunção/Brasília (volta); Brasília/La Paz/Lima (ida) e Lima/Santa Cruz de la Sierra/Brasília (volta); Brasília/Quito/Bogotá (ida) e Bogotá/Caracas/Manaus/Brasília (volta).

O uso da aeronave ERJ-145 permitirá significativa economia de despesas para a Força Aérea Brasileira. Moderno e mais rápido, esse avião apresenta custo de operação 50% menor do que o das aeronaves Hércules C-130. Outros três ERJ-145 serão entregues à FAB nos próximos meses e mais unidades serão recebidas em 2005.

Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República.
Brasília, 22 de outubro de 2004
 

última atualização em 04/agosto/2006

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