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FORÇA AÉREA BRASILEIRA
COMGAP Comando-Geral de Apoio

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O Comando-Geral de Apoio é o Grande Comando Setorial que tem por finalidade assegurar a consecução dos objetivos da Política Aeroespacial Nacional, no âmbito do apoio logístico de material e serviços, permitindo o funcionamento das diferentes organizações do Comando da Aeronáutica, bem como a operação efetiva do Comando-Geral do Ar. Esse apoio logístico é prestado por uma estrutura de várias unidades subordinadas, através de cinco Diretorias.

A Diretoria de Material da Aeronáutica - DIRMA - e a Diretoria de Material Bélico - DIRMAB - têm suas atribuições voltadas quase que exclusivamente ao atendimento das necessidades da Força Aérea.

Já a Diretoria de Engenharia - DIRENG - atende a todo o Comando da Aeronáutica, sendo uma Diretoria sistêmica, cuja área de atuação extrapola os limites da área de apoio às unidades militares.

A Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Vôo - DEPV - é responsável pelo planejamento, implantação, operação e manutenção da infra-estrutura de proteção ao vôo no espaço aéreo brasileiro, por meio da qual presta os serviços de Controle de Tráfego Aéreo; de Meteorologia, de Coordenação das missões de Busca e Salvamento e de Informações Aeronáuticas, incluindo a produção e distribuição de todas as cartas e publicações de uso aeronáutico. A DEPV é ainda responsável pelo sistema de telecomunicações do Comando da Aeronáutica.

A essa Diretoria estão subordinados os Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA), os Serviços Regionais de Proteção ao Vôo (SRPV), o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC), o Parque de Material de Eletrônica (PAME), o Grupo Especial de Inspeção em Vôo (GEIV), o Instituto de Proteção ao Vôo (IPV) e o Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA).

Os CINDACTA, além do controle de tráfego aéreo, exercem também o controle das missões de defesa aérea e o 1º GCC apoia as missões Aerotáticas e de Defesa Aérea.

A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), presidida, cumulativamente, pelo Diretor da DEPV, é responsável pelo desenvolvimento e implantação dos projetos do Sistema de Controle do Espaço Aéreo, de acordo com a concepção aprovada pela DEPV, que tem a responsabilidade de operá-los e de mantê-los.

Ainda dentro do Comando-Geral de Apoio, temos a Diretoria de Informática e Estatística - DIRINFE -, responsável pelo planejamento, organização, orientação, controle, coordenação e supervisão de todas as atividades de Informática do Comando da Aeronáutica.

O Comando-Geral de Apoio é o grande comando logístico de meios materiais e de serviços, tanto aéreo como terrestre.

Suprimento e manutenção
Cabe ao Comando-Geral de Apoio a tarefa de manter os meios aéreos disponíveis

Conta com seis Parques de Aeronáutica, distribuídos pelo Brasil, para cumprir os diversos programas de manutenção e de suprimento das aeronaves.

Os programas de trabalho dos Parques requerem planejamento minucioso e de longo prazo, não só pela razão de terem que otimizar a utilização dos recursos financeiros alocados, como também pelo fato de terem que escalonar a entrada das aeronaves nos seus hangares de manutenção, para obterem utilização ótima de seus equipamentos especializados.

Há, como veremos a seguir, o engajamento de empresas privadas na execução de parte do programa de trabalho.

Empresas especializadas
Em obediência a um dos princípios fundamentais estabelecidos pelo Decreto-Lei 200, o da DESCENTRALIZAÇÃO, o Comando da Aeronáutica, através do Comando-Geral de Apoio, em trabalho integrado com a iniciativa privada, homologou diversas empresas prestadoras de serviço de manutenção.

Essas empresas são obrigadas a obedecer a requisitos impostos pela qualidade aeronáutica.

É um trabalho continuado, que beneficia tanto a Força Aérea quanto as empresas aéreas em geral.

Para tanto, requer a visita periódica de engenheiros da Aeronáutica, a fim de atestar o nível técnico da qualidade exigida pela atividade.

Informatização
A Rede de Comunicação de Dados da Aeronáutica (RCDMA) integrará sistemas operacionais e administrativos, visando atingir os objetivos preconizados pelo C³I (Comando, Comunicação, Controle e Inteligência) da Força e do EMFA.

A RCDMA, já em operação, torna possível a comunicação de dados e informações inter e intra-sistemas, integrando as áreas de Manaus, Belém, Recife, Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Porto Alegre. Isto permite uma grande economia em aluguel de linhas de comunicação da EMBRATEL, já que as informações dos diversos órgãos da Aeronáutica. (DAC, DIRINT, DIRSA, etc.), que antes trafegavam em redes independentes, agora podem usar uma única rede, operada e mantida pela DEPV.

O projeto de informatização de Bases Aéreas é o ponto de partida para a integração dos sistemas operacionais da Força.

Ainda como  forma de unificar sistemas aplicativos que gerenciam atividades homogêneas, a cargo das diversas Diretorias subordinadas ao COMGAP, está em desenvolvimento a concepção global do Sistema Integrado de Logística de Material e de Serviços (SILOMS), que permitirá o gerenciamento integrado das funções logísticas de Suprimento, Manutenção, Engenharia e Transporte, além das atividades de Informática, Estatística, Patrimônio, Contra-Incêndio e Finanças, bem como da Mobilização Aeroespacial, afetas ao COMGAP.

Sistema de Controle do Espaço Aéreo
Tem por objetivo manter a soberania do espaço aéreo brasileiro, bem como prover a segurança, a fluidez e a regularidade do tráfego aéreo no território nacional e áreas jurisdicionadas.

No período de 1990 a 1993, o Comando da Aeronáutica completou a implantação do controle positivo do tráfego aéreo nas Regiões Sul e Sudeste, e em parte do Centro-Oeste, com estações de radar e de telecomunicações.

Além dos serviços RADAR, essas regiões contam com meios adequados e seguros para apoio à navegação aérea.

Na Região Nordeste, esses mesmos serviços já se encontram parcialmente implantados e são prestados pelo CINDACTA III, sediado em Recife, o qual conta com estações radar e de telecomunicações similares às já instaladas nas áreas controladas pelos CINDACTA I e CINDACTA II. Dentro dos próximos dois anos estarão concluídas as últimas estações que compõem a estrutura de meios do CINDACTA III.

No que se refere à proteção nas áreas terminais dos principais aeroportos, já existe em operação um total de 21 radares para esse emprego específico. Outros 2 deverão ser implantados até 1996.

Como meta do Projeto SISCEA, cabe ainda destacar a melhora do sistema de meteorologia aeronáutica, através da instalação de dez radares meteorológicos e de estações automatizadas de superfície nos principais aeródromos do país.

A partir de 1967, com o início da implantação do Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (SISDACTA), o Comando da Aeronáutica passou a empreender grande esforço na ampliação e modernização da infra-estrutura de proteção ao vôo. Em consonância com as exigências operacionais da aviação civil e militar, foi proporcionada aplicação seletiva e gradual dos recursos disponíveis, com benefícios marcantes para a segurança, eficiência e economia das atividades de vigilância do espaço aéreo e de apoio à navegação aérea.

Tal progresso colocou o Brasil em posição de destaque frente à comunidade internacional, o que muito contribuiu na defesa da soberania e dos interesses nacionais.

Próximo à virada do século, a Aviação mundial presencia uma transformação radical na concepção até aqui predominante sobre Sistemas de Proteção ao Vôo. Após dez anos de estudos, a OACI, com o apoio de seus Estados Membros e de diversas outras organizações, desenvolveu e aprovou, como padrão internacional, o que ficou inicialmente conhecido como FANS, ou seja, Sistema de Navegação Aérea do Futuro e que, ao final do seu desenvolvimento, passou a denominar-se CNS/ATM System, que significa Sistema de Comunicações, Navegação, Vigilância e Gerenciamento de Tráfego Aéreo. Esse novo Sistema prevê o uso intensivo de satélites para comunicações e navegação, com a desativação de praticamente todos os auxílios à navegação aérea hoje padronizados e existentes, tais como NDB, VOR, DME, ILS, RADAR, etc., e com uma redução drástica nas comunicações por voz, que serão substituídas por comunicação de dados.

O Brasil participou ativamente nos trabalhos de concepção desse novo sistema, durante os dez anos que a OACI levou para concebê-lo.Mediante a DEPV, o chamado Comitê FANS consagrou-se como o mais importante daquela organização, nos últimos 30 anos. Participou ainda de quase todos os painéis e grupos de trabalho relacionados com o assunto.

As primeiras medidas visando à implantação do novo Sistema já começaram a ser tomadas nos países desenvolvidos e, no Brasil, o Comando da Aeronáutica tem o firme propósito de iniciar sua implantação no prazo mais curto possível, de forma a manter atualizada sua infra-estrutura de Proteção ao Vôo. Para tanto, já se encontra em fase de conclusão, na DEPV, o planejamento da implantação desse Sistema no Brasil.

Sistema de Vigilância da Amazônia
Na Região Amazônica, encontra-se em curso a primeira fase da implantação do Sistema de Vigilância da Amazônia- SIVAM - estrutura englobada no Sistema de Proteção da Amazônia - SIPAM - vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos - SAE-, que, com a participação de vários Comandos, Secretarias, Governos Estaduais e Prefeituras, reforçará a presença do Estado na Região e, através de iniciativas integradas, alcançará o desenvolvimento auto-sustentado da área. Além disso, visa a proporcionar subsídios para as ações de prevenção e combate às atividades ilegais ou irregulares região.

A estruturação do SIVAM prevê a instalação de três Centros Regionais de Vigilância (em Belém, Manaus e Porto Velho), interligados entre si e com o Centro de Coordenação Geral do SIPAM, em Brasília. Esses Centros Regionais de Vigilância terão por missão o recebimento, a compilação e a disseminação de informações recebidas de 19 Unidades dotadas de radar e de telecomunicações, bem como de sete Unidades isoladas de telecomunicações, espalhadas por toda a Região Amazônica.

De modo genérico, o SIVAM, compreendendo uma rede de estações de telecomunicações e de radares, trabalhará no sentido de acompanhar estreitamente as ações e os movimentos na área, propiciando, por conseqüência, um adequado nível de segurança às atividades aéreas na região.

A fim de completar e reforçar essa rede, prevê-se a aquisição de cinco aeronaves dotadas de radar de vigilância, do tipo LAEW (Light Airborne Early Warning) e de três aeronaves para Sensoriamento Remoto. Além disso, serão utilizados informes fornecidos pelos vários satélites de coleta de dados que cobrem a região, informações essas processadas por intermédio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Para dar suporte à aferição dos equipamentos de Proteção ao Vôo a serem instalados na Região, prevê-se também a aquisição, através do Projeto SIVAM, de quatro aeronaves dotadas de sistemas de inspeção em vôo, a serem incorporadas ao GEIV - Grupo Especial de Inspeção em Vôo.

O Projeto SIVAM, cuja concepção e implantação coube ao Comando da Aeronáutica, ainda que de interesse de variados setores da administração federal, propiciará à Aeronáutica. a oportunidade de viabilizar, concomitantemente, infra-estrutura e meios para o desenvolvimento de suas atividades essenciais na região.

Presentemente, estão em fase final de construção os DPV-DT de São Gabriel da Cachoeira, Manaus e Boa Vista, onde já se encontram instalados e homologados radares de longo alcance.

Nacionalização
Movido, principalmente, pela inconveniência dos longos prazos de entrega de itens de aviação, por parte de fontes no exterior, e ainda pelas necessidades de redução do grau de dependência de tais fontes, o Comando-Geral de Apoio desenvolveu esforços no sentido de fomentar a participação de indústrias estabelecidas no País, no processo de fabricação de itens aeronáuticos.

No instante em que uma determinada peça estrangeira é fabricada no Brasil, o sistema mecanizado de controle de suprimento recebe a informação e providencia, automaticamente, a substituição da peça original pela nacional, em todas as aquisições subseqüentes.

Embora a demanda em pequena escala faça com que as empresas de maior porte pouco participem do processo de fabricação, alguma coisa tem sido feita, para diminuir a dependência externa.

Nesse sentido, a criação do Sistema de Catalogação da Aeronáutica (SISCAE) virá assegurar planos de carga estáveis para essas empresas, bem como permitirá a colocação além fronteiras de produtos aeronáuticos fabricados no País.

A título de exemplo, pode ser citado o caso do tubo de escapamento do motor da aeronave AT-26 Xavante. Trata-se de uma peça de aço inoxidável, com capacidade para suportar elevadas temperaturas. Por imposição dos Sete Grandes, tivemos que assinar certificado de "END-USER" para adquiri-lo da Itália.

A Comissão Aeronáutica Brasileira de São Paulo priorizou esse item para fabricação no Brasil e, hoje, já não mais precisamos importá-lo.

O que tem sido possível fabricar no País, nesse campo, tem trazido grande retorno não só pela redução do tempo para sua obtenção, como pela redução dos custos.

Esta estratégia poderá solucionar problemas que a conjuntura obrigaria a uma protelação para um futuro não previsível, entretanto, ainda dependemos, em grande escala, da importação de componentes e de suprimento, uma vez que apenas 15% dos itens utilizados nas aeronaves são produzidos no País.

fonte: Comando da Aeronáutica

 

última atualização em 16/setembro/2006

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